quinta-feira, 17 de julho de 2014

Avião Da Malasya Airlines cai na Ucrânia - MH17



Famílias de passageiros do voo MH17 chegam a aeroporto na Holanda

Aeroporto de Amsterdã recebeu dezenas de pessoas em busca de detalhes.
Avião com 295 pessoas a bordo caiu no leste da Ucrânia nesta quinta.
Curiosos assim que encontraram destroços da aeronave
Dezenas de pessoas foram até o aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, na noite desta quinta-feira (17) em busca de informações sobre os passageiros do voo MH17, da Malaysia Airlines. O avião, que fazia a rota entre Amsterdã e Kuala Lumpur, na Malásia, caiu nesta quinta no leste da Ucrânia, região que atualmente passa por um conflito entre o governo ucraniano e separatistas pró-Rússia. Segundo as agências de notícias, os familiares de passageiros que estariam a bordo do avião foram colocados dentro de ônibus no aeroportos e levados para outro local, onde receberiam mais informações e atendimento.



Familiares de passageiros malaios também foram ao Aeroporto Internacional de Kuala Lampur, na Malásia, para buscar informações sobre seus parentes que estariam a bordo do voo. Na noite desta quinta, o vice-presidente da Malaysia Airlines informou que 154 holandeses, 27 australianos, 23 malaios, 11 indonésios, 6 britânicos, 4 alemães, 4 belgas, 3 filipinos e 1 canadense estavam a bordo da aeronave. Ainda há 47 passageiros cuja identidade não fora definida até a noite de quinta. Todos os 15 tripulantes eram malaios.



A agência russa Interfax afirmou que o avião teria sido derrubado quando estava a 10 mil metros de altitude. A informação ainda não está confirmada oficialmente.

A aeronave voava normalmente, sem registro de problemas, até desaparecer do radar, segundo Dmytro Babeychuk, chefe do órgão regulador do espaço aéreo ucraniano. A Associação Internacional de Transporte Aéreo informou que o avião voava em uma área livre de restrições.

Um Militar no local do acidente
A Malaysia Airlines informou que perdeu contato com o voo MH17 às 14h15 GMT (11h15 de Brasília) a cerca de 50 km da fronteira entre Ucrânia e Rússia. O avião havia decolado de Amsterdã, na Holanda, às 12h15 locais e deveria chegar a Kuala Lumpur, na Malásia, às 6h10 desta sexta-feira (18), também no horário local.

Separatistas pró-Rússia disseram ter encontrado a caixa preta do avião, segundo a agência Interfax. Zoryan Shkyryak, assessor do Ministério do Interior russo, disse à Interfax que o número total de mortos passa de 300, entre eles 23 cidadãos norte-americanos. A informação difere do número oficial de pessoas a bordo do avião, de 295.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, disse nesta quinta-feira que a queda do avião foi um "ataque terrorista".

"Eu acabei de conversar com o primeiro-ministro da Holanda e expressei minhas condolências. Em nome da Ucrânia, eu convidei profissionais e especialistas da Holanda para investigar esse ataque terrorista de forma transparente. Quero enfatizar que não chamamos isso de acidente ou catástrofe. É um ataque terrorista", declarou Poroshenko em comunicado.

Parentes de passageiros do voo MH17 aguardam em área restrita do Aeroporto Internacional de Kuala Lampur, na Malásia (Foto: AFP PHOTO/ Manan Vatsyayana)
Parentes de passageiros do voo MH17 
A nota diz ainda que "este é o terceiro caso trágico nos últimos dias, após os aviões An-26 e Su-25 das forças armadas ucranianas serem derrubados a partir do território da Rússia".
O presidente americano, Barack Obama, disse em um pronunciamento que o governo está trabalhando para confirmar a existência de americanos a bordo da aeronave. "Nossos pensamentos e orações estão com as famílias dos passageiros", disse Obama.

O vice-presidente americano ofereceu assistência para o presidente ucraniano para ajudar nas investigações do que ocorreu com o avião. A França informou que pelo menos quatro franceses estavam no avião.


Fonte G1

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